A trilha sonora de Doom acaba de alcançar um novo status dentro da cultura global. O icônico trabalho composto por Bobby Prince foi oficialmente incluído no National Recording Registry, da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos — uma lista que preserva obras consideradas essenciais para a história do áudio.
Essa seleção não é simbólica: o registro reúne gravações que são consideradas “cultural, histórica ou esteticamente significativas”, garantindo sua preservação para as próximas gerações.
No caso de Doom, o reconhecimento reforça algo que fãs já sabem há décadas — a trilha não é apenas parte do jogo, mas um dos pilares da sua identidade. Lançado em 1993, o game ajudou a definir o gênero FPS, e sua música teve papel central nisso, com um estilo pesado inspirado no metal e adaptado às limitações técnicas da época.
Com o uso de MIDI e influências claras de bandas como Metallica e Alice in Chains, Bobby Prince criou um som agressivo e energético que amplificava a sensação de velocidade e caos do gameplay.
A entrada de Doom também marca um momento importante para os videogames como um todo. Essa é apenas a terceira vez que uma trilha de jogo entra no registro, seguindo passos de Super Mario Bros. (2023) e Minecraft (2025).
Ou seja, ainda é um reconhecimento raro — e justamente por isso, relevante.
Além disso, a seleção de 2026 coloca Doom lado a lado com nomes gigantes da música, como Taylor Swift, Beyoncé e a banda Weezer, mostrando como a trilha de um videogame pode ocupar o mesmo espaço cultural que álbuns e músicas tradicionais.
Esse tipo de reconhecimento também reforça uma mudança de percepção: videogames não são mais vistos apenas como entretenimento, mas como obras culturais completas — que incluem narrativa, design e, claro, música.
No fim, a entrada de Doom no registro não é apenas uma homenagem ao passado, mas um sinal claro de que a influência dos games na cultura moderna continua crescendo — e sendo levada cada vez mais a sério.


